quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Leia no Observatório Cósmico: ​ Bem vindo à 5ª dimensão, um lugar mágico



Leia no Observatório Cósmico:



Bem vindo à 5ª dimensão, um lugar mágico.
Posted: 11 Jan 2016 08:58 AM PST
Estes são tempos maravilhosos para estar vivo. Uma mudança fenomenal na consciência de Gaia está ocorrendo, para a qual toda a vida no planeta está convidada a acompanhar. No ponto culminante em 2012...

Informação é Luz.


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A ideia é uma criação do Espírito a que o Pensamento dá forma e a Vontade imprime movimento.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

[saúde] - O que causa mais câncer: azar ou estilo de vida não saudável?


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"mesmo quando tudo corre bem, não devemos deixar de lutar pela "nossa" Saúde, Bem estar e Qualidade de vida. Estes três fatores são demais importantes para os deixarmos à responsabilidade exclusiva de profissionais. Para além de cuidar do "seu" Corpo Físico, Mental, Psíquico e Espiritual, cuide também do "seu" CORPO de LUZ." - informe-se

terça-feira, 13 de outubro de 2015

[saúde] Por que precisamos dormir em total escuridão - Pessoas que adoecem dormindo com ''claridades''



é lenta e progressivamente que se adoece, sendo que​ nem mesmo os "inteligentes" conseguem aperceber-​se​
disso.
​Há pessoas que adormecem com a TV acesa, ou em stand-by, outras com aquários iluminados e fazendo barulho, outras com o computador ligado, outras com outras fontes de luz irradiando alguma claridade. Passados uns anos..., surgem as doenças (!), sem que consigam correlacionar tal causa-efeito.
​artigo completo AQUI

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"mesmo quando tudo corre bem, não devemos deixar de lutar pela "nossa" Saúde, Bem estar e Qualidade de vida. Estes três fatores são demais importantes para os deixarmos à responsabilidade exclusiva de profissionais. Para além de cuidar do "seu" Corpo Físico, Mental, Psíquico e Espiritual, cuide também do "seu" CORPO de LUZ." - informe-se


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Teoria dos Cinco Elementos



  
O Universo regula-se por ele mesmo. A intervenção do Homem só é necessária porque ele próprio desregula o que a Inteligência Suprema regula. O TAO - Caminho da Sabedoria do Silêncio Interno - explica: "O conceito de tao é algo que só pode ser apreendido por intuição. É algo muito simples, mas não pode ser explicado. É o que existe e o que inexiste. Só que nós temos demasiados conceitos dentro da cabeça para o entender como um todo uno." (https://pt.wikipedia.org/wiki/Tao)

A teoria dos 5 elementos foi primeiramente documentada na China no Período dos Estados Guerreiros (476-221 a.C.) por observação e recolha de padrões da natureza e a sua extensão ao organismo humano. A Teoria dos Cinco Elementos integra a base da teoria da Medicina Tradicional Chinesa que respeita o TAO (*).

Esta teoria baseia-se nas propriedades dos cinco elementos – madeira, fogo, terra, metal, água – sendo as suas características específicas relacionadas com a fisiologia dos órgãos, vísceras e tecidos do corpo, classificados por si em cinco categorias de acordo com os Cinco Elementos em atenção às suas inter-relações.

A inter-relação dos Cinco Elementos procura a homeostasia do funcionamento fisiológico saudável de todos os órgãos, vísceras, sistemas e tecidos do corpo humano. É graças ao regular e harmonioso funcionamento do Ciclo SHENG, ciclo geracional ou de produção, e do ciclo KO, ciclo de controle e regulação, que as relações de geração e de controlo asseguram o equilíbrio entre os elementos e a normalidade dos seus processos. Contudo, uma vez que as leis dos Cinco Elementos "obedecem" à interdependência entre si, o desequilíbrio num dos Elementos ou na relação entre algum deles, repercutir-se-á no sistema gerando uma "doença" (ciclo Cheng [ciclo de agressão) e ciclo Wu [ciclo de revolta, contradominação], ciclos de agressão e revolta), inicialmente aguda, depois crónica e por fim degenerativa, que tem sempre como causa primária uma desarmonia energética que exige ser cuidada independentemente do estágio da doença. Daí ser minha recomendação a prática diária energética dos dois ciclos geracional e de regulação, controlando-os de modo quântico.
(informação complementar, acessível e interessante em:
 http://www.medicinachinesapt.com/filosofia.html)

(*) - Tao (pronuncia-se “dao”) significa literalmente “o caminho”, tanto no sentido físico como no de conduta, meio. É um princípio universal subjacente a tudo - da criação das galáxias até as interações entre pessoas. O funcionamento do Tao, de tão simples que é, revela-se complexo e frequentemente transcende

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Os colecionadores de pára-raios




Há quem na ânsia da compreensível busca de um nem sempre bem definido e esclarecido desenvolvimento pessoal (DP), não faça mais que "colecionar para-raios sem a mínima preocupação com os alicerces e as paredes do seu edifício". O que importa é o para-raios! Que todos o vejam e quanto mais "bonitinho" e melhor que o do meu vizinho, melhor.

Particularmente a partir dos anos 90 do século passado, na vida passaram a imperar valores no lugar dos Valores e logo nasce(ra)m "especialistas" da matéria "vendendo" a eficácia exclusiva do seu produto que é sempre melhor que o do "outro".  As pessoas, vazias que andam, e que são, logo correm atrás; sobretudo se for estrangeiro, e em particular americano, vão de cabeça sem reflexão nem discernimento. Umas acabam por reconhecer o logro do marketing, indignam-se, desistem por revolta ou por ceticismo, e correm o risco de nunca se encontrarem; ficam no caminho sem se realizarem. Outras, despertam e poderão vir a encontrar o seu caminho, não num vendedor de sonhos mas num educador que lhes ensine que "the simple is the best"/(o simples é o melhor) e as ponha a caminhar porque o Caminho faz-se caminhando e não por se assistir. Outras ainda, como quando depois de uma refeição sentimo-nos insatisfeitos por não termos escutado a "nossa" vontade mas a de outrem, a que também ele não tinha alternativa, sentem-se insatisfeitas e partem à procura de outros para-raios que vão colecionando nalgum sótão até ao dia que despertam e verificam que o que afinal lhes falta é o telhado e o "edifício" onde os colocar e pôr em ação.

Então amigos, aqueles que procuram o DP mas que ainda não se sentem realizados, satisfeitos, preenchidos, felizes, "apesar dos para-raios que já compraram até hoje", considerem a necessidade de passarem por outros níveis de crescimento igualmente úteis ao DP (em alguns casos os únicos que faltam. É um pouco como a história daquele sujeito a quem disseram que tinha que estudar. Preguiçoso e burro, passou a vida a estudar o 1º ano do 1º nível!), "construindo o edifício desde as suas fundações" como qualquer edifício de construção civil, e não comprando às pressas um ou outro para-raios porque o DP não está só no TER nem no SER, aliás, ainda que lhe possam ser indispensáveis, podem tornar-se os níveis mais abjectos do DP (infelizmente o mundo já provou amargamente as consequências de tais ações.). Muitos, tão distantes que estão do EU nem o (re)conhecem, menos ainda os outros níveis de DP de maior elevação. 

Se tudo para ser forte, firme e seguro , precisa de uma boa base, porque não nós, humanos? Aos olhos da Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas, não somos diferentes. Pelas capacidades que já desenvolvemos até aqui e que nos permitem viver na condição de hominídeos, somos antes mais responsáveis. Contudo, e apesar de todo o conhecimento pluricientífico disponível nos dias de hoje, muitos são como a árvore que na ânsia da busca da luz e da produtividade, a mando da ganância do homem, cresceu demais e "esqueceu-se" que tinha raízes e que delas deve(ria) cuidar para seu bem e das demais à sua volta, algumas nem as têm preferindo viver à custa de outras, parasitando, sugando o que por direito é do outro (é o "novo" conceito de honorabilidade que alguns pretendem impor à sociedade em agonia perante a nova raça redimida). Uma árvore sem raízes debilitar-se-á com facilidade e nem o escoramento a salvará se não o aproveitar para se enraizar solidamente.

Só há DP se o mesmo garantir ao indivíduo cumprir o seu Sentido de Vida Pessoal em (re)conciliação com o Plano Evolutivo da Vida Cósmica, fator que, apesar de reconhecido pela psicologia, poucos conhecem e menos ainda os que o atendem
Aproveite o tempo para cuidar dos seus alicerces e não ande comprando às pressas um ou outro para-raios porque tudo precisa de tempo para se robustecer.

terça-feira, 26 de maio de 2015

para aqueles que andam atrás de ações de desenvolvimento pessoal


​​um alerta?
uma reflexão?
uma simples opinião!
O livre arbítrio é de cada um:

há anos que muito se fala de crescimento pessoal.
nesse meio tempo muitas foram as técnicas que "apareceram", e mais os "especialistas". Cada uma e cada um "melhor" que o outro! Diferentes, mas de essência igual, INCOMPLETAS. Aqui é o busílis (Tagarelar é fácil, o busílis é elaborar corretamente um pensamento.).

Independentemente das atividades e dos seus mentores, o seu propósito geral é convencer as audiências, normalmente a troco de uma interessante pipa de massa, que o TER-SE MAIS, o ALCANÇAR-SE MAIS, ESTÁ AO ALCANCE DE QUALQUER UM. Os diferentes mentores advogam que TODOS podem alcançar TUDO, fazendo crer a cada um que só ele é o responsável por não alcançar a "meta", acabando por se sentir culpado pelas suas "limitações".

Na verdade, fala-se aí, apenas e tão só, de um desenvolvimento pessoal material que depende apenas de uma metade do cérebro humano, a racional. Uns conseguem; outros nem por isso! Os primeiros tornam-se entusiatas do método e não raras as vezes "viram especialistas de produtos e métodos novos, exclusivos!!!!". Os segundos, "insistem no caminho", acabando por vencer em algum dia, ou, sentindo-se frustrados, desistem "convencidos da sua inaptidão".
É sobretudo aos "frustrados" ​​que passo a dirigir-me:
o desenvolvimento pessoal dá-se em dois níveis: um racional e um espiritual.
se é de admitir que todos os cérebros humanos estejam minimamente desenvolvidos a nível racional, ainda que uns mais que outros (uns conseguem à 1ª mas outros precisam de uma 2ª, 3ª, 4ª, etc. oportunidade), o mesmo não acontece a nível espiritual. Quem ainda não provou do despertar espiritual não sente a falta do desenvolvimento pessoal espiritual; o desenvolvimento pessoal racional é-lhe suficiente, sente-se bem nas ações de desenvolvimento pessoal racional e, muito provavelmente, sentir-se-á mal nas ações de valorização pessoal espiritual.

Mas aqueles que já despertaram para o crescimento espiritual só o garantirão em ações de valorização espiritual.
Se este é o seu caso, não é por colecionar ações de densenvolvimento pessoal racional que lá chegará. Aqui não funciona o sistema de créditos mas, um crescimento espiritual pode ajudar no crescimento racional, que pode tardar a chegar; contrariamente, o desenvolvimento racional é muitas vezes tampão à valorização espiritual.
Porque, indubitavelmente, o cérebro humano tem uma metade racional e uma outra metade espiritual, independentemente dos seus níveis de desenvolvimento, o ideal é garantir-se um desenvolvimento pessoal equilibrado em ambos os níveis, no racional e no espiritual.
A reflexão é sua. Reflita sobre que tipo de desenvolvimento pessoal procura, que necessita, que deseja e .. realize-se cumprindo o seu SENTIDO DE VIDA.

​#desenvolvimentopessoal​

terça-feira, 19 de maio de 2015

no tempo do pensamento quântico, deve aceitar-se o exorcismo e a desobsessão?


​​no tempo do conhecimento quântico, serão admissíveis o exorcismo e a desobsessão? A meu ver, NÃO!

pasmo-me como atualmente, em pleno sec XXI, no tempo do conhecimento quântico, a igreja católica continua com conceitos de Idade Média. É tempo de aceitar os conhecimentos da Doutrina Espírita, da Conscienciologia e da atual Medicina Quântica; no lugar de "perderem" católicos ganhariam fiéis.
Tanto a desobsessão espírita quanto o exorcismo religioso, são métodos do passado. Hoje, a medicina espírita quântica tem métodos eficazes no tratamento do obsessor, da doutrina espírita, ou do "demónio", da igreja católica. Ninguém gosta de ser chamado de "demónio", menos ainda ser "expulso" como persona non grata. Jesus ensinou a terapia do "perdão, amor e luz", não a de se escorraçar! Pelas leis da afinidade e da atração, cada um tem o que atrai segundo sua natureza. Assim, o "demónio", ou obsessor, está bem mais perto de cada um do que se possa considerar. Quando é dito que há casos que demoram tempos a resolver, esse é o tempo que a pessoa sofredora demora a renovar-se. O "demónio" só "desaparece" quando o íntimo da pessoa "deixa de o chamar"!

deixo-vos com a notícia do jornal I, que não deixa de ter a importância e o valor que tem: " Pe. Sousa Lara. O maior exorcista português era um menino da Linha e recusou um alto cargo na banca"

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quinta-feira, 7 de maio de 2015

[saude/crescimento pessoal] um outro modo de cura

The simple is the best!, pena que o racional tenha tamanha dificuldade de entender o simples.

Um outro modo de cura


Por muitas vezes temos referido a gratidão como o mais significativo e abrangente dos sentimentos.
Existe no entanto uma faceta da gratidão da qual poucos de nós se apercebem. 
É a forma como recebemos, como assimilamos, usamos, desfrutamos ou aplicamos aquilo que recebemos e que nos levou a ficar grato a alguém ou alguma coisa.
O que recebemos de outrem apenas terá valor acrescentado em conformidade com a nossa qualidade como receptores. Desde um olhar, passando por um sorriso, a palavra de incentivo ou consolo, partilha, ensinamentos, devem ser tomadas como dádivas do céu e passadas adiante.
Da mesma forma que recebemos devemos doar, pois a energia do amor é inesgotável e renova-se e engrandece-se cada vez que fazemos uso dela. Se abrimos a mente e o coração para um ensinamento, um conhecimento, os benefícios que possam advir desse facto, são a excelência da gratidão para nós, e para quem no-lo transmitiu.
Indiferente por quantos receptores passe, a onda cresce, multiplica-se, qualifica-se. Desde os mais simples gestos às maiores dádivas, cada emissor continuará a receber, por ressonância, e para sempre, a essência amorosa do seu gesto.
A excelência da gratidão é uma plataforma de luz que eleva e sustém os que dela usufruem, quem dá e quem recebe.

Receber/Dar/Receber/Dar

Sem interesses ou intenções subjectivas, é o antídoto para toda negatividade, tudo sana pela simplicidade de que é feita a expansão da consciência. Esta é a fórmula mágica para curar tudo o que esteja em desarmonia na senda de vida de cada um. A validação da gratidão efectua-se na assimilação e retransmissão ampliada daquilo que recebemos.
Lembremo-nos que o Universo se move pela gratidão e esta pode e deve ser aplicada a cada segundo da nossa vida, nos bons e nos menos bons, porque todas as nossas vivências são passos necessários do caminho.
O sentimento de gratidão é a balança que afere a compreensão de cada uma das nossas provas e o impulso que leva à ascensão.

Maria Adelina de Jesus Lopes
(http://ogrupo11.blogspot.pt/)

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terça-feira, 21 de abril de 2015

[SAÚDE/ALIMENTAÇÃO] Saber comer é pura informação

Saber comer é pura informação

"Não precisamos de tantos produtos alimentares, necessitamos é de maior diversidade alimentar. Essas centenas ou milhares de produtos que vemos nas prateleiras são provenientes de quatro ou cinco alimentos – cereais, lácteos, açúcares e gorduras – e da indústria de processamento" ...

Os alimentos que nos chegam ao prato não foram feitos para comer, diz a médica Cristina Sales.

E se o seu organismo não reconhecer aquilo que você come como um alimento? Defende-se, inflama-se, fica doente. É o que fazem muitos dos produtos que levamos à boca. Cristina Sales, médica e especialista em alimentação, garante que na origem da maioria das doenças que afetam o homem do século xxi está no que comemos e no modo como o fazemos. É que os alimentos são veículos de comunicação: dizem às células como devem comportar-se.

Precisamos de mudar a forma como nos alimentamos?
É obrigatório que o façamos porque a alimentação que a população dos países ocidentais, incluindo Portugal, passou a fazer nos últimos cinquenta anos é o que está na origem da maior parte das doenças endócrinas, metabólicas, autoimunes, degenerativas e alérgicas. As novas epidemias devem-se sobretudo aos estilos de vida e à alimentação que fazemos desde o pós-guerra.

A alimentação é decisiva para a saúde e o bem-estar mas está a provocar doenças e a aumentar a mortalidade precoce?
A geração dos nossos filhos terá uma esperança de vida mais reduzida do que a nossa por causa dos estilos de vida e da alimentação. Primeiro, os produtos altamente processados pela indústria alimentar conduzem a uma desnutrição em nutrientes fundamentais e ingerimos uma grande quantidade de calorias vazias. Segundo, são muito diferentes dos alimentos originais e o organismo não sabe lidar com eles, não os reconhece como alimentos. Depois, há uma sobrecarga tóxica inerente à alimentação que provém dos agroquímicos (da produção), dos conservantes, corantes e adoçantes que são adicionados para preservar os produtos durante mais tempo e para os manter bonitinhos.

São alimentos para ver…

Os produtos que nos chegam ao prato foram feitos para vender e não para comer. Não têm nada que ver com os alimentos que ingerimos e que nos fizeram viver e sobreviver ao longo de milhões de anos. Esta mudança ocorreu tão depressa que o organismo não está adaptado para gerir, digerir e assimilar estes produtos, pelo contrário, vê-os como substâncias estranhas e reage, inflamando-se.


Como é que podemos livrar-nos dessa teia?
As escolhas alimentares são condicionadas pela publicidade, as pessoas não são ensinadas a escolher. Quem é que é ensinado a consumir maçãs ou laranjas? Ninguém. A informação que passa de forma subliminar através dos anúncios da TV e dos jornais é que se deve beber sumo de maçã e de laranja. Mas se alguém ler os rótulos das embalagens verifica que contém imenso açúcar, frutose, acidificantes, etc., e o que falta é a maçã e a laranja. É preciso informar, ensinar e consciencializar a população.


A atitude da indústria alimentar tem de mudar?
No global sim, mas também depende do que a indústria faz. A conservação de alimentos através da congelação, por exemplo, é perfeita. Os legumes congelados são uma ótima opção, por vezes mais económica, e chegam ao consumidor mais frescos e com mais nutrientes do que os que são mantidos durante cinco ou seis dias nas cadeias de distribuição. Já quando falamos de alimentos que têm de levar uma quantidade enorme de aditivos para serem consumidos – é o caso das carnes de muito má qualidade e dos aproveitamentos que se fazem dos restos dos mariscos – é diferente. Sempre que tivermos de dobrar a língua muitas vezes para conseguir ler o que está escrito nos rótulos é porque não é comida. Não compre. Será qualquer coisa que do ponto de vista nutricional, químico e metabólico está muito longe do alimento original.


Está a falar de alimentos que duram ad eternum?
Por exemplo. Como é que duram? Fizeram-se estudos com hambúrgueres e batatas fritas – uns feitos em casa, com carne picada, e batatas que foram descascadas, outros com produtos processados e embalados – e verificou-se que ao fim de trinta ou quarenta dias alguns hambúrgueres se mantinham iguaizinhos. Não se degradaram, ao contrário dos que foram feitos em casa, que estavam estragados três dias depois. Ora alguém acha que uma coisa daquelas pode ser comida?

Quando ingerimos produtos desse tipo como é que o organismo reage?
Defende-se e inflama-se ou agarra naquelas coisas que não considera importantes e arruma-as nos depósitos de lixo, que são as células gordas. Estas, além de serem o nosso reservatório de energia, são também o depósito de substâncias tóxicas que o organismo não metaboliza ou não utiliza para impedir que entrem nos circuitos mais nobres. Esta acumulação de lixo cria bloqueios bioquímicos e alterações metabólicas que impedem as células de trabalhar em condições. Hoje ninguém sabe que consequências é que isto tem para o cérebro e o sistema imunitário e para o bom trabalho hepático e digestivo. Os circuitos da toxicidade são cruzados – se uma pessoa come de vez em quando um gelado, um iogurte, umas bolachas ou um sumo que tem um determinado corante é uma coisa, mas se o faz com regularidade, ao fim de seis meses já ultrapassou as doses suportáveis e entra em sobrecarga tóxica.


E o que é que acontece?
Veja-se o ácido fosfórico, um aditivo que está presente em alimentos de consumo diário, como os cereais de pequeno-almoço e os refrigerantes. Quem ingere estes produtos todos os dias, além de ficar com o sistema acidificado e perder cálcio (uma compensação do organismo que depois predispõe à osteoporose), também fica numa excitação – o ácido fosfórico é um estimulante cerebral e é óbvio que uma criança que de manhã come um prato de cereais chega à escola e não para quieta. O ácido fosfórico altera o comportamento e em determinadas concentrações é neurotóxico.


Como é que os alimentos atuam no organismo?
Os alimentos servem para construir tecido, osso, órgãos, etc., e para nos darem energia, mas o que as ciências da nutrição têm vindo a mostrar é que os alimentos são essencialmente moduladores do comportamento celular – são informadores das células, dizem-lhes como devem funcionar. Imagine que tem um prato com uma determinada quantidade de proteínas (peixe ou carne) e outra de hidratos de carbono. Só a proporção entre a quantidade de carne e batatas ingeridas vai informar o organismo da necessidade de produzir uma hormona ou outra, neste caso insulina (que é a hormona do armazenamento) ou glucagon (a hormona do desarmazenamento).

Explique lá melhor…
Se comer mais proteínas do que hidratos de carbono vai produzir mais glucagon e induzir o metabolismo a ir buscar gordura acumulada para disponibilizar às células, ou seja, vai desarmazenar. Mas se comer mais arroz, massa ou batatas vai dar uma ordem em sentido contrário, vai dizer que é precisa mais insulina e vai acumular gordura.


Mas se as pessoas forem ativas podem queimar essa energia…
Isso é outra coisa, o que importa reter é que na proporção hidratos de carbono/proteínas a quantidade de açúcar que chega aos sensores do tubo digestivo aciona imediatamente uma ordem de libertação de glucagon ou de insulina. Se a indicação é libertar glucagon, o organismo vai usar a gordura acumulada, se a ordem for para libertar insulina, o organismo vai armazenar gordura. Isto é pura informação.


Quem quer perder peso tem de saber isso, certo?
Se a pessoa tiver consciência da informação que dá ao corpo tem muito mais capacidade para o modular. Outro exemplo. A leptina, a hormona que sinaliza o apetite, que depende sobretudo do ritmo solar. Ora, uma pessoa equilibrada, que durma de noite e trabalhe de dia, produz mais leptina de manhã (e tem apetite) e ao fim do dia produz menor quantidade (o apetite diminui). Se uma pessoa comer muito à noite estraga este equilíbrio e a certa altura está sempre com fome porque inutilizou os sensores da leptina. Nós somos mamíferos e de noite, quando dormimos, não precisamos de comer. O nosso corpo tem a sabedoria para sinalizar o apetite em função da hora do dia – comer muito à noite estraga essa sinalização, faz ter apetite a toda a hora.

A alimentação é bioquímica?
Os alimentos são veículos de comunicação. Se fizer uma refeição de gordura saturada – uma sopa com um chouriço e depois um cozido à portuguesa – dá um sinal à cárdia (esfíncter entre o estômago e o esófago) para alargar e é assim que ocorre o refluxo gastroesofágico e aparece a azia. A gordura saturada é um sinal que se dá à cárdia para se manter aberta. Se no dia seguinte a mesma pessoa só comer azeite ou gorduras de peixe não terá azia. Sabe porquê? É que o azeite ajuda a fechar a cárdia. Este é outro exemplo que ilustra a importância do conhecimento. Pessoas mais esclarecidas fazem escolhas mais acertadas.


A forma como nos alimentamos dita o comportamento das células?
Quando ingeridas, as gorduras saturadas e as gorduras ómega 6 (provenientes essencialmente dos animais e dos cereais, sobretudo da soja) são a estrutura a partir da qual as células fazem substâncias pró-inflamatórias. As gorduras ómega 3 – provenientes das algas e dos peixes – são as que permitem que as células produzam substâncias anti-inflamatórias. Se uma pessoa tem uma doença inflamatória (por exemplo, uma alergia, artrite ou doença autoimune) e come muita gordura saturada, esta vai funcionar como substrato para a fogueira e agravar o processo inflamatório da doença que já tem. Ao contrário, se a pessoa ingerir gorduras ómega 3, vai ser capaz de construir extintores de incêndio para que as suas células produzam anti-inflamatórios.


Há outros exemplos?
Se uma pessoa tem tendência depressiva porque não consegue produzir serotonina em quantidade suficiente, deve comer os alimentos que têm os aminoácidos precursores da serotonina – a carne de peru, por exemplo, é extremamente rica em triptofano, que é um precursor da serotonina. Se a pessoa souber isto, no outono, quando o tempo fica mais escuro, porque é que não há de comer mais carne de peru em vez de carne de vaca?


A alimentação e o processo digestivo podem agravar ou controlar certas doenças?
Sim, se uma pessoa tem uma predisposição genética para a diabetes, Alzheimer, etc., a doença só vai manifestar-se se o gene for ativado. Mas o que as pessoas precisam de saber é que os genes também podem ser desativados – é a modulação genética através da nutrigenética. Como? O que ativa ou suprime a expressão dos genes é a presença de determinados fitoquímicos, substâncias que também se encontram nos alimentos.


Podemos dizer que há alimentos anti-inflamatórios?
Claramente. Os que têm ómega 3 – sardinha, cavala e os peixes das águas frias do Norte. Algumas substâncias vegetais dos legumes (tomate), frutos (quivi) e especiarias (a curcuma, que confere a cor amarela ao caril) também têm efeito modulador de alguns genes pró-inflamatórios. Mas alimentos anti-inflamatórios devem ser consumidos, independentemente de se ter doença ou não. Hoje sabe-se que um cérebro com Alzheimer já está inflamado vinte anos antes da manifestação da doença. Todas as doenças degenerativas começam com processos inflamatórias, as autoimunes também. Não conhecemos é as causas.

Há substâncias que devem mesmo ser eliminadas da alimentação?
Os aditivos químicos. Falo das substâncias químicas que não são alimentos, que são usadas pela indústria alimentar e podem ser geradoras de inflamação em contacto com o organismo. A vida corrente não nos permite evitar todos os aditivos, mas se estivermos despertos para esta realidade teremos mais atenção, faremos escolhas mais saudáveis e ingerimos menores quantidades.


E as gorduras?
As gorduras ómegas 6, que se encontram nas margarinas e nos óleos e que são provenientes da soja, do milho e do amendoim, são claramente pró-inflamatórias. Precisamos de ómega 6 no organismo, mas em quantidades muito reduzidas. O problema é que a cadeia alimentar atual é geradora de uma alimentação extraordinariamente rica em ómega 6 e pobre em ómega 3. Basta pensar que, dantes, as galinhas e as vacas comiam erva, agora comem rações provenientes da soja; os peixes comiam algas, agora comem rações também com soja. Os produtos alimentares que usamos são essencialmente da linha produtora de ómega 6.


Nos supermercados temos centenas de alimentos à escolha. Precisamos de tanta coisa?
Não precisamos de tantos produtos alimentares, necessitamos é de maior diversidade alimentar. Essas centenas ou milhares de produtos que vemos nas prateleiras são provenientes de quatro ou cinco alimentos – cereais, lácteos, açúcares e gorduras – e da indústria de processamento. Se olharmos para a quantidade de legumes, frutos, oleaginosas e peixe que as pessoas comem no dia a dia verificamos que não há variedade alimentar, as pessoas comem quase sempre o mesmo. Já pensou na variedade de saladas que é possível fazer? Mas se perguntar a alguém qual é a que come diz-lhe alface e tomate.


No supermercado fazemos escolhas condicionadas pela publicidade e o marketing. Como podemos fugir a isso?
Só vai mudar com a informação dos cidadãos. Nos países do Norte da Europa, onde a população é muito mais esclarecida, não encontramos nos supermercados esta quantidade enorme de alimentos-lixo – basta verificar que o espaço ocupado por refrigerantes, cereais de pequeno-almoço e óleos alimentares é muito reduzido. Exatamente o oposto do que se passa em Portugal.


A crise económica e as dificuldades das famílias podem piorar ainda mais a alimentação dos portugueses?
Também pode acontecer o contrário. Numa altura em que todos sentimos uma necessidade absoluta de gerir muito bem os orçamentos familiares, devemos fazer listas de compras de forma racional. E antes de comprar certos produtos alimentares, é obrigatório perguntar: «Preciso mesmo disto? Vale a pena? Faz-me ficar mais forte, vital, inteligente? Tem mais nutrientes?» Ocasionalmente, podemos comprar os tais alimentos que não comportam nenhum valor acrescentado mas que agradam ao paladar, mas isso é num dia de festa.


De que produtos podemos e devemos mesmo prescindir quando vamos às compras?
Devemos tirar os refrigerantes, cereais com açúcar, pastelaria, óleos e margarinas – para cozinhar devemos usar o azeite, só azeite. Todos os refrigerantes são um estrago de dinheiro – as pessoas devem beber água. Os cereais com açúcar (os de pequeno-almoço e as bolachas) também são prescindíveis – devemos escolher cereais completos, integrais, que até são mais baratos. Compare-se o preço de uma caixa de cereais de pequeno-almoço com o de um pacote de flocos de aveia, que são altamente nutritivos. A aveia é muito mais barata e muito nutritiva.


Mas comprar carne magra e peixe gordo, frutos e hortaliças é muito mais dispendioso…
Mas há estratégias que podem ser implementadas. Uma é comprar carne de melhor qualidade e comer menos quantidade e menos vezes. É preferível comer carne três vezes por semana em vez de comer carne gorda todos os dias. Além disso, toda a gente ganha se fizer uma alimentação vegetariana dois dias da semana e em vez da carne comer, por exemplo, arroz de feijão ou grão-de-bico com massa. Se se acrescentar hortaliças, ervas aromáticas e azeite, podemos dizer que são refeições perfeitas. Menos carne, mas de melhor qualidade; mais peixe (incluindo cavala e sardinhas, frescas ou em conserva de azeite) e ovos (podem ser consumidos três ou quatro por semana) são opções a privilegiar.


Não retira massa, arroz ou batatas ao seu carrinho de compras?
Não, mas reduzo as quantidades ingeridas. No prato devemos ter pequenas porções de massa, arroz ou batatas e maior quantidade de hortaliças, legumes e leguminosas.


Fala-se muito na responsabilidade social da indústria farmacêutica, que ganha dinheiro à custa do tratamento dos doentes. E quanto à responsabilidade social da indústria alimentar, que ganha dinheiro atirando-nos para a doença?
A indústria alimentar está a fazer maus alimentos, mas a verdade é que as pessoas só compram o que querem. Sei que quanto menor é a informação maior é a permeabilidade ao marketing, mas o caminho também se faz através da informação dos cidadãos e da sua responsabilização. Custa-me imenso ver nas caixas de supermercado que as pessoas aparentemente mais pobres também são as que levam os carrinhos repletos de produtos inúteis e nefastos para a sua saúde. É preciso repensar a política alimentar e inovar.


QUEM É CRISTINA SALES E O QUE É A MEDICINA FUNCIONAL INTEGRATIVA?
A medicina que Cristina Sales exerce dá pelo nome de medicina funcional integrativa – reúne diferentes disciplinas, profissionais e recursos terapêuticos, é centrada na pessoa e procura entender onde estão os desequilíbrios que desencadeiam a doença. Para uns, trata-se de uma abordagem vanguardista, mais adaptada aos pacientes, ao tratamento e controlo das chamadas doenças da civilização. Para outros, a prática médica de Cristina Sales ainda gera alguma desconfiança. Quem não receia são os doentes que a procuram – sobretudo pessoas que vivem com doenças crónicas (alergias, enxaquecas, fadiga crónica, doenças inflamatórias, endócrinas, metabólicas e autoimunes) e que não encontraram resposta satisfatória para os problemas que as afetam. Uma consulta com a médica do Porto dura uma hora e não se marca de um dia para o outro. Porque os pacientes já são muitos e porque as palestras e conferências em que Cristina Sales é oradora convidada também são frequentes.

nota pessoal - felizmente, passados 30 anos de atividade começo a ouvir outros profissionais a falar sobre o que ​a Escola de Saúde de Marchesseau ensina desde 1933 e que poucos entendem, ouvem e pôem em prática.

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O SOL da Vida abençoa-te a cada dia.
Que nunca O percas do jeito que O procuras e Que O recebas na Capacidade do Teu Cálice.
Confia como se tudo dependa d'ELE, mas age como se tudo dependa de ti,
EU SOU